Quando você ouve a palavra "castidade", qual a primeira imagem que costuma vir à mente?
Talvez a de um monge enclausurado ou de uma a promessa feita durante a época do namoro. É muito comum quase sempre confundirmos a castidade com a simples "abstinência sexual".
Por causa desse erro de conceito, muitos maridos acreditam que, após o "sim" no altar, estão livres dessa virtude. No entanto, a castidade no casamento católico não é apenas uma exigência moral; ela é aquela espécie de argamassa que mantém os tijolos da confiança e do amor conjugal unidos. Sem ela, o matrimônio desmorona sob o peso do que podemos ligar a um certo egoísmo.
Mas vejamos sob a ótica do que a Igreja realmente quer dizer quando exige que os maridos vivam a castidade dentro do matrimônio.
A diferença entre Abstinência e Castidade
Para entender a castidade no casamento católico, precisamos separar os conceitos. A abstinência é a privação do ato sexual. A castidade, por outro lado, é uma virtude moral. É a integração bem-sucedida da sexualidade na pessoa; é o domínio sobre os próprios instintos.
O Catecismo da Igreja Católica (CIC 2337) nos ensina que a castidade implica um aprendizado do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana. O homem casto não é aquele que reprimiu seus instintos, mas aquele que os ordenou para o amor verdadeiro.
Dentro do casamento, o sexo não é proibido; pelo contrário, é sagrado. Porém, ele deve ser vivido de forma humana, livre, total e aberta à vida (como ensina a Teologia do Corpo de São João Paulo II que nos ensina a ter uma paternidade responsável dentro de um casamento católico), e nunca como um mero alívio de tensões ou uso do outro.
3 atitudes que destroem a castidade no casamento católico
O mundo moderno bombardeia a mente masculina diariamente com a ideia de que o prazer é o fim último do homem. Essa mentalidade infiltra-se nos lares e destrói os casamentos de três formas principais:
1. O consumo de pornografia
Este é o maior inimigo da castidade no casamento católico. O homem que consome pornografia está, na prática, cometendo adultério no coração (Mateus 5, 28). Além do pecado grave, ele condiciona seu cérebro a ver as mulheres como objetos de consumo. Com o tempo, a própria esposa deixa de ser suficiente, pois a tela oferece novidade constante, destruindo a intimidade e a admiração mútua.
2. Tratar a esposa como um objeto
O ato conjugal deve ser sempre um ato de doação. Quando o marido busca a relação sexual apenas para a sua própria satisfação física, sem se importar com o bem-estar, o cansaço ou os sentimentos da esposa, ele está ferindo a virtude da castidade. O sexo torna-se egoísta em vez de unitivo.
3. A malícia nos olhares fora de casa
A castidade começa no olhar. Um marido católico que não guarda os seus olhos nas ruas, no ambiente de trabalho (ou na academia) e nas redes sociais está abrindo portas para a cobiça. O domínio de si exige que o homem desvie o olhar da provocação do mundo para focar na beleza da sua vocação.
Os frutos de um casamento casto
Viver a castidade no casamento católico exige do homem moderno uma fibra moral e uma força de vontade que só podem ser alcançadas através da oração e dos sacramentos (especialmente a Confissão e a Eucaristia frequentes). Mas os frutos dessa luta são incalculáveis:
Confiança Absoluta: A esposa que sabe que seu marido guarda os olhos e foge da pornografia sente-se profundamente segura. Ela sabe que não precisa competir com imagens irreais.
Respeito Mútuo: O marido que domina a si mesmo, especialmente nos períodos de abstinência exigidos pelos métodos naturais de planejamento familiar, demonstra que o amor pela esposa vai muito além do físico.
Intimidade Verdadeira: Quando o egoísmo é retirado da equação, o ato conjugal torna-se verdadeiramente o que Deus planejou: uma renovação dos votos do matrimônio e uma via de santificação para o casal.
A oração do homem casto
Para o homem, a luta pela pureza é uma verdadeira batalha espiritual. Se você percebe que a sua casa está com fissuras nessa área, o primeiro passo é buscar um bom exame de consciência e a absolvição de um padre.
O segundo passo é blindar a sua mente. Invoque diariamente a proteção da Virgem Maria e de São José (o Castíssimo Esposo). Seja o sentinela da sua própria casa, começando pelo domínio sobre si mesmo.

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